A definição do termo "cafés especiais" é ampla, pois é necessário que se façam considerações desde a lavoura, passando pela torra, atá o preparo das bebidas. Porém podemos ser muito objetivos quando comparamos cafés especiais e comerciais, principalmente no que se refere a cafés verdes. As principais diferenças podem ser quanto:

-SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE CAFÉS VERDES: Nos cafés especiais se avaliam os atributos, nos comerciais os defeitos.

-QUANTIDADES PRODUZIDAS: os cafés comerciais são produzidos em larga escala, os especiais menos de uma centena de produtores tem capacidade de classificar lotes, mesmo assim, uma fração da safra de cada um é aproveitada como especial.

-APELAÇÃO: nos lotes de cafés especiais é obrigatório que se conheça a propriedade e região de origem do lote. Os cafés devem ter rastreabilidade. Os cafés comerciais, via de regra, são misturados nas cooperativas ou nas exportadoras.

-PREÇOS: os cafés especiais são avaliados segundo a qualidade da bebida e a raridade. Nos comerciais, o preço á dado pela bolsa, ou seja, são commodities.

-CERTIFICAÇÕES: os cafés especiais levam certificados de entidades próprias do setor de cafés especiais, tais como BSCA, Utz Kapeh, entre outras. Os cafés comerciais normalmente não tem certificações.

SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE CAFÉS COMERCIAIS:

No Brasil se utiliza o sitema COB - Classificação Oficial Brasileira, nos Estados Unidos a GCA - Green Coffee Association, New York. Consiste num ensaio físico, que avalia a quantidade e tipos de defeitos que uma amostra de 300 gramas de café verde contém, e uma prova gustativa. Cada defeito confere sabores desagradáveis à bebida, quanto mais defeitos, pior a qualidade da amostra. Cada defeito tem um tipo de pontuação, de acordo com a quantidade de defeitos, chega-se ao tipo do café. O tipo do café determina o preço da saca na bolsa. As tabelas abaixo foram extraidas do livro Aroma de Café de Luís Norberto Paschoal:

 

Portanto um café comercial, pode ser descrito desta maneira: Peneira 13/14, tipo 6, bedida dura  
   
Cafés colhidos de forma não seletiva são contaminados
com frutas verdes ou já fermentadas, originando
os defeitos.
Cafés colhidos de forma seletiva, também geram lotes de
cafés verdes, que darão origem a cafés de bebida dura.
Esta é a aparência de um lote de café especial.
Esta é a aparência de um café comercial. Notem os grãos verdes,
pretos, brocados, quebrados, fermentados, etc...
 
   
 
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE CAFÉS ESPECIAIS:
 
Os métodos para classificação de cafés especiais, levam em conta os atributos e não os defeitos dos cafés. Segundo o sistema de classificação de cafés verdes, elaborada por Ted Lingle, presidente da SCAA - Specialty Coffee Association of America, um café especial não pode ter defeitos, e deve ter no mínimo um atributo bem definido de aroma, corpo, sabor ou acidez.
Existem vários métodos de classificação, todos eles pontuam os cafés atém um máximo de 100 pontos. Se o resultado for acima de 80, o café é considerado especial. Em seguida observamos a folha de avaliação do Cup of Excellence:
 
   
 
   
Abaixo, os vários sabores e aromas que os provadores encontram nos cafés: