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A
paixão de Georgia Franco de Souza pelo café surgiu
na infância nas fazendas de café de seu avô.
"Eu já conhecia a rotina de uma fazenda e o cheiro
de café", lembra. Seu primeiro caminho profissional,
no entanto, levou para uma área bem diferente: engenharia
e informática. Após anos na frente das telas de
computadores, ela resolveu mudar de profissão e, no ano
2000, foi para uma escola de culinária em Nimes, na França,
realizar um curso de gastronomia.
Quando
voltou do exterior foi convidada pelo grupo Ferroni, uma grande
fazenda paranaense produtora de café especial, para desenvolver
os blends dos cafés de exportação. Ela aceitou
na hora. Largou a informática e começou a cultivar
a primeira semente da atividade.
"Essa
foi uma chance que vi para levar o meu talento gourmet para uma
área que estava se abrindo para mim. É claro que
para chegar na loja muitas etapas foram superadas, mas a idéia
surgiu naquele momento."
Durante
três anos Georgia ficou voltada para o universo do café
viajando pelas principais feiras do setor em todo o mundo. Tornou-se
sócia da Associação Americana de Cafés
Especiais e trouxe de lá todo o material que tinha sobre
o que existe de maior tecnologia em termos de café, tanto
em grãos como em torra e preparo.
Após
as experiências internacionais com exportações
para Europa e Estados Unidos, Georgia e seu marido, resolveram
abrir o seu Café, quando voltou de uma feira na Califórnia
no início do ano. Ela recebeu a proposta de comercializar
grãos de outras regiões produtoras do Brasil o que
enriqueceu a oferta de cafés especiais para o público.
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